O estudo de viabilidade 4D de hoje entrega um número por cenário ou uma probabilidade de detecção. O Decidível acrescenta o que falta ao suporte à decisão go/no-go de aquisição: sobre o envelope de incerteza declarado (faixas de parâmetros com fonte) e o modelo petroelástico padrão, calcula por aritmética intervalar rigorosa o mínimo e o máximo garantidos de ΔIp/Ip por célula — a garantia de pior caso — e devolve um de três vereditos na resolução do levantamento, com um contraexemplo de cada lado quando a evidência não decide e a medição que decide.
DETECTÁVEL — garantido para todo cenário admissível
Todo cenário dentro do envelope declarado muda a impedância além da resolução do levantamento.
INDETECTÁVEL — garantido: nenhum levantamento nesta resolução vê
Nenhum cenário do envelope chega à resolução: o levantamento não pode responder à pergunta. Não adquira para esta pergunta.
INDETERMINADO — contraexemplos dos dois lados e a medição que decide
Há cenários admissíveis dos dois lados, cada um verificado; o certificado publica o requisito de resolução e o plano de redução de incerteza.
O Consórcio de Libra anunciou em abril de 2026 cerca de US$ 450 milhões (R$ 2,2 bilhões) no monitoramento sísmico 4D permanente de Mero. Em Búzios, a segunda aquisição OBN do campo, a primeira para 4D, depositou 3.500 nós em 780 km² durante oito meses (2024). A PXGEO recebeu dois contratos de aquisição e monitoramento OBN 4C de consórcios liderados pela Petrobras para 2026 (Baird Maritime, novembro de 2025). Cada campanha responde a uma pergunta de gerenciamento de reservatórios: onde a frente de gás do WAG-CO₂ chegou, onde a água avançou, onde ficou óleo [12, 13, 14].
No piloto OBN de Tupi (Cruz et al. 2021, SBGf; The Leading Edge 40(12):886): NRMS médio de cerca de 3% no processamento 4D padrão e de cerca de 2% com migração por mínimos quadrados; variações de impedância acústica de aproximadamente 1,5% distinguíveis além da vizinhança dos poços; em torno de WAG1, variação abaixo dos 2% inicialmente considerados o corte para o pré-sal. A modelagem petroelástica que considera só os efeitos de saturação superestima as amplitudes e impedâncias 4D; quanto maior o teor de CO₂ no gás injetado (cerca de 80% no gás rico, cerca de 5% no pobre), menor o contraste de impedância com o óleo ou a água. Os modelos publicados antes do piloto previam variações em torno de 2% para a maioria dos casos (Costa et al. 2019 [3]); a repetibilidade de cerca de 2% vem de Cypriano et al. 2019 [4].
No pré-sal, portanto, a resolução que o levantamento alcança e a variação que a rocha produz são da mesma ordem. A pergunta de viabilidade não é “qual a probabilidade de detectar”, é: para todo cenário compatível com a evidência, este levantamento vê a injeção? E quando não vê, que medição decide, antes da aquisição?
Nada é substituído: o estudo de viabilidade continua a ser feito como hoje, e o Decidível entra como anexo. Cada linha diz o que o fluxo atual entrega e o que o anexo acrescenta.
| hoje | entrega | o que o Decidível acrescenta |
|---|---|---|
| Modelagem petroelástica (Gassmann, cenários P10/P50/P90) | um ΔIp/Ip por cenário | o mínimo e o máximo garantidos de ΔIp/Ip sobre o envelope inteiro, com arredondamento para fora |
| Monte Carlo, probabilidade de detecção | “detectável em 97% dos sorteios” | o cenário admissível que os sorteios não amostraram, com valor garantido, e a fração do envelope que não detecta |
| Regra de NRMS / repetibilidade | um limiar único | o requisito de resolução do levantamento, célula a célula, como especificação de aquisição |
| Valor da informação (VOI) em esperança | quanto vale medir, em média | o plano de redução de incerteza deste caso: a medição que decide, na ordem do custo |
| Inversão bayesiana / quantificação de incerteza | uma distribuição condicionada ao prior | o conjunto admissível inteiro, sem prior; o contraexemplo é um modelo, não um percentil |
| Interpretação 4D pós-aquisição | endurecimento ou amolecimento lidos por experiência | a densidade de gás acima da qual o sinal do ΔIp deixa de ser garantido por célula |
Glossário. Envelope declarado (nas páginas do motor, “caixa”): as faixas de parâmetros com fonte que a evidência admite. Contraexemplos (“testemunhas”): um cenário verificado de cada lado do limiar. Certificado de decisão (“recibo”): a Nota Técnica de uma página, reexecutável sem o nosso código. Casos de controle negativos (“controles vermelhos”): erros plantados que cada build precisa recusar. Os selos PROVADO, REFUTADO e RECUSADO leem-se DETECTÁVEL, INDETECTÁVEL e INDETERMINADO.
Porosidade e saturação de gás da célula; arcabouço seco de nove plugues de Iracema [10] na tendência de porosidade crítica; salmoura e óleo vivo por Batzle–Wang [11]; gás de metano a CO₂ puro pelo NIST [16]; a mistura de fluidos de Reuss a Voigt (toda lei de Brie); Swi e Sorg do UNISIM-IV [17].
PROVADO REFUTADO RECUSADO
ΔIp/Ip, ΔIs/Is e ΔVp/Vs garantidos; o requisito de resolução; o plano de redução de incerteza; a reprodução. Uma página (exemplo em PDF).
Verificação. Uma segunda implementação em Python (módulo decimal, 50 dígitos, a forma de livro-texto, sem código em comum) confere o motor em 452 entradas de entrada; 7/7 controles vermelhos a cada build. Cada célula do mapa pode ser decidida de novo no navegador.
Fora desta versão, dito aqui e não no rodapé. O efeito de pressão (o módulo do arcabouço versus a tensão efetiva) entra na Fase 1 com medições em plugues sob tensão, fornecidas no formato dos dados da Petrobras ou tomadas da literatura; até lá, nos injetores, a saturação sozinha superestima o sinal, como Tupi registrou. Espessura e sintonia: o veredito é da etapa petroelástica (detectabilidade de célula), não da resposta sísmica convolvida; a espessura entra como faixa adicional em E5. Frequência e dissolução em carbonato: hipóteses de Gassmann, do modelo.
O cenário indetectável da célula de coquina (φ = 0,15, s = 0,90, G/K = 0,68, Kmin = 71 GPa, Sg = 0,30, w = 1, Kgás = 0,60 GPa, ρgás = 0,97 g/cm³, Ko = 0,77, ρo = 0,66, Kw = 3,8, ρw = 1,06, ρmin = 2,70, Swi = 0,18), linha a linha. Um geofísico refaz numa planilha; o motor garante o mesmo valor com intervalo.
| passo | fórmula | valor |
|---|---|---|
| fluido antes (Reuss água–óleo) | K₁ = 1 / (Swi/Kw + So/Ko) | 0,899 GPa |
| líquido depois (a água ocupa fração maior) | L₂ = (Swi + So₂) / (Swi/Kw + So₂/Ko) | 0,969 GPa |
| fluido depois, mistura w entre Reuss e Voigt | K₂ = R + w·(V − R) | 0,858 GPa (w = 1,00) |
| arcabouço seco na tendência de porosidade crítica | Kdry = s·(1 − φ/φc)·Kmin; Gdry = (G/K)·Kdry | 39,94 · 27,16 GPa |
| Gassmann, antes e depois | Ksat = Kdry + (1 − Kdry/Kmin)² / (φ/Kfl + (1 − φ)/Kmin − Kdry/Kmin²) | 41,058 → 41,008 GPa |
| densidade | ρ = (1 − φ)ρmin + φ·Σ Sᵢρᵢ | 2,4048 → 2,4187 g/cm³ |
| impedância | Ip = √(ρ·(Ksat + 4G/3)) | 13,631 → 13,666 |
| a mudança | ΔIp/Ip = Ip₂/Ip₁ − 1 | 0,26% |
O análogo é o benchmark público UNISIM-IV-2026 (UNICAMP, ODbL): 72.321 células ativas, cada uma na coluna da sua porosidade, com o gás injetado a 44% de CO₂, Swi = 0,18 e Sorg = 0,35. Cada célula é uma caixa decidida por inteiro (faixa de porosidade × faixa de saturação de gás × todas as faixas declaradas). A tabela responde, por saturação da frente de gás, quanto do campo é decidido em cada estado de conhecimento e resolução. DET: DETECTÁVEL; INDect: INDETECTÁVEL; indet.: INDETERMINADO (contraexemplos dos dois lados); n.d.: não decidido neste orçamento de cálculo.
| frente de gás | faixa física · 1,5% | gás pobre, uniforme, medido · 1,5% | gás rico em CO₂ · 3% | gás pobre, uniforme, medido · 3% |
|---|---|---|---|---|
| Sg 0,00–0,04 | INDect 50.186 · indet. 4 · n.d. 22.131 | INDect 68.880 · indet. 4 · n.d. 3.437 | INDect 70.703 · n.d. 1.618 | INDect 72.321 |
| Sg 0,04–0,08 | indet. 72.321 | indet. 72.321 | INDect 68.884 · n.d. 3.437 | INDect 68.881 · indet. 3 · n.d. 3.437 |
| Sg 0,08–0,12 | indet. 72.321 | indet. 72.321 | INDect 68.884 · n.d. 3.437 | INDect 63.558 · indet. 79 · n.d. 8.684 |
| Sg 0,12–0,16 | indet. 72.321 | indet. 72.321 | INDect 63.629 · n.d. 8.692 | INDect 55.683 · indet. 13.229 · n.d. 3.409 |
| Sg 0,16–0,20 | indet. 72.321 | indet. 72.321 | INDect 56.943 · indet. 3 · n.d. 15.375 | INDect 29.578 · indet. 39.724 · n.d. 3.019 |
| Sg 0,20–0,24 | indet. 72.321 | indet. 72.321 | INDect 53.283 · indet. 8 · n.d. 19.030 | indet. 72.321 |
| Sg 0,24–0,28 | indet. 72.321 | indet. 72.321 | INDect 46.046 · indet. 5.843 · n.d. 20.432 | indet. 72.321 |
| Sg 0,28–0,32 | indet. 72.321 | DET 3 · indet. 72.318 | indet. 8.763 · n.d. 63.558 | indet. 72.321 |
| Sg 0,32–0,36 | indet. 72.321 | DET 8 · indet. 72.313 | indet. 12.268 · n.d. 60.053 | indet. 72.321 |
| Sg 0,36–0,40 | indet. 72.321 | DET 17 · indet. 72.304 | indet. 16.013 · n.d. 56.308 | indet. 72.321 |
| Sg 0,40–0,44 | indet. 72.321 | DET 79 · indet. 72.242 | indet. 21.126 · n.d. 51.195 | indet. 72.321 |
| Sg 0,44–0,48 | indet. 72.321 | DET 177 · indet. 72.144 | indet. 29.535 · n.d. 42.786 | indet. 72.321 |
Três leituras. (1) Uma frente fina, abaixo de 4% de saturação, é INDETECTÁVEL a 1,5% em 50.186 células só com a faixa física e em 68.880 com o gás medido: o veredito “não adquira para esta pergunta” existe, com prova — a primeira célula, φ 0.08–0.09, tem mudança garantida ≤ 1,42%. (2) Entre 4% e 28% de saturação, o campo inteiro é INDETERMINADO a 1,5% em 4 dos 5 estados de conhecimento (só a faixa física; gás pobre em CO₂ (≈5%); gás pobre em CO₂, uniforme; gás pobre, uniforme, arcabouço medido): é a faixa em que Tupi operou, e o certificado devolve, por célula, a resolução que decide. Com gás rico em CO₂ (≈80%) o quadro é outro: a frente de 4–8% é INDETECTÁVEL em 53.443 células (18.878 não decididas neste orçamento), de 8% a 16% a maior parte do campo fica não decidida (66.457 e 54.556 células), e só a partir de 16% o campo inteiro é INDETERMINADO. (3) Com frente de 44–48%, gás pobre, uniforme e arcabouço medido, 177 células são DETECTÁVEIS a 1,5% a partir de φ 0.23–0.24. A 3% com gás rico em CO₂, a frente é INDETECTÁVEL na maior parte do campo até 28% de saturação: a resolução do processamento padrão não responde à pergunta do WAG-CO₂.
Mova o requisito de resolução do levantamento e o estado de conhecimento; o mapa se reclassifica a partir dos números garantidos do registro. Toque numa célula para ver os quatro números, e decida-a de novo no seu navegador.
As 72.321 células ativas do UNISIM-IV (36.607 de estromatólito, 35.681 de coquina). Benchmark UNISIM-IV-2026 (UNICAMP), ODbL.
Uma célula de coquina na porosidade mediana do benchmark (φ entre 0,13 e 0,15), a frente de gás de um ciclo WAG entre 15% e 30% de saturação, e o limite de detecção do piloto de Tupi, 1,5% de impedância.
ΔIp/Ip garantido em [-5,67%; 2,57%] para todo cenário admissível
A mesma célula, com o que se passa a saber. Cada linha é um envelope decidido por inteiro; a última coluna é o requisito de resolução que tornaria a resposta DETECTÁVEL.
| estado de conhecimento | como | a 1,5% | mudança garantida | o que decide |
|---|---|---|---|---|
| Só a faixa física | gás entre metano e CO₂ puro; distribuição desconhecida | RECUSADO | 0,00% – 5,66% | nenhuma resolução: há cenário sem mudança |
| Gás rico em CO₂ (≈80%) | a composição do gás medida (PVT); distribuição desconhecida | RECUSADO | 0,00% – 3,76% | nenhuma resolução: há cenário sem mudança |
| Gás pobre em CO₂ (≈5%) | a composição do gás medida (PVT); distribuição desconhecida | RECUSADO | 0,00% – 5,32% | nenhuma resolução: há cenário sem mudança |
| Gás pobre em CO₂, uniforme | composição medida e a distribuição conhecida uniforme (w ≤ 0,25) | RECUSADO | 0,21% – 4,12% | resolver 0,21% → DETECTÁVEL |
| Gás pobre, uniforme, arcabouço medido | e a rigidez do arcabouço medida no intervalo (s ≤ 0,65) | RECUSADO | 0,35% – 4,11% | resolver 0,35% → DETECTÁVEL |
| Só a faixa física, arcabouço correlacionado (9 plugues) | a rigidez s e a razão G/K confinadas à envoltória convexa dos plugues (56 caixas) | RECUSADO | 0,00% – 4,94% | nenhuma resolução: há cenário sem mudança |
| Gás pobre, uniforme, arcabouço correlacionado | idem, com a composição medida e w ≤ 0,25 | RECUSADO | 0,22% – 3,79% | resolver 0,22% → DETECTÁVEL |
Caixas correlacionadas. A rigidez do arcabouço e a razão G/K não são independentes: os nove plugues de Iracema ocupam uma envoltória convexa dentro do retângulo declarado, e o motor decide a união das caixas que a cobrem. A correlação aperta os limites (o máximo garantido só com a faixa física cai de 5,66% para 4,94%; com o gás pobre e uniforme, a menor mudança atingida sobe de 0,21% para 0,22%), não o veredito a 1,5%. Correlacionar a composição do gás com (K, ρ) também não o muda: o cenário indetectável está no ponto do CO₂ puro, que toda curva de composição contém. A saturação de gás por célula e por tempo do simulador é o insumo da Fase 1 (E1); aqui a frente é uma faixa.
Nenhuma medição isolada decide esta célula a 1,5%. Cortando cada faixa mensurável em 2, 4 e 8 fatias (composição do gás por PVT, rigidez do arcabouço em plugue, distribuição do gás, saturação por perfil), nenhuma fatia sai decidida só com a faixa física; com o gás pobre, uniforme e o arcabouço medido, tampouco. O que decide é o requisito de resolução: 0,35% de impedância. É um insumo de especificação de aquisição (OBN, PRM), não uma medição de rocha.
dos 10.000 sorteios detectam (com 1.000 sorteios: 34,3%), na célula com gás pobre, uniforme e arcabouço medido. Só com a faixa física: 0,7% de 10.000. A menor mudança entre os sorteios: 0,54%.
Um cenário admissível, com valor garantido, muda só isso: a menor mudança possível é pelo menos 0,35%. Só com a faixa física há um cenário que muda 0,26% e outro que muda -3,77%. A fração do envelope que não detecta é 65,9% (estimativa por sorteio, rotulada como tal); a medição que elimina o contraexemplo é a resolução de 0,35%.
Na mesma célula a 0,5%, o par que abriu esta página: mil sorteios viram no mínimo 0,34%; o motor provou um cenário com 0,21%. A frase que fica: o estudo diria detectável em 34% dos sorteios; existe um cenário admissível, com valor garantido, que não detecta; a especificação que o elimina é resolver 0,35%.
Gás mais denso que o óleo vivo mais leve admissível (0,66 g/cm³) pode endurecer a rocha: a densidade sobe mais do que o módulo cai. O motor bisseciona a densidade do gás injetado e devolve, por célula, a menor densidade em que um cenário verificado ganha impedância. Na célula de coquina: 0,696 g/cm³. No mapa inteiro (só a faixa física): de 0,691 a 0,812 g/cm³ (mediana 0,700), encontrada em 348 de 360 células. O metano a 60 MPa e 65 °C tem 0,26 g/cm³; o CO₂ puro nas condições do pré-sal, 0,89 a 0,97 (NIST). Acima dessa densidade, o 4D a 1,5% não garante nem o sinal da mudança: um amolecimento lido como “o gás chegou” e um endurecimento lido como “não chegou” são ambos admissíveis. A fração molar de CO₂ correspondente sai do PVT do gás do campo (E1); com o gás rico em CO₂ de Tupi (cerca de 80%), o envelope da célula já contém os dois sinais.
Gassmann não altera o módulo de cisalhamento: Is muda só pela densidade, e Vp/Vs só pelo módulo. Os três atributos, garantidos sobre a mesma célula:
| estado de conhecimento | |ΔIp/Ip| | |ΔIs/Is| | |ΔVp/Vs| |
|---|---|---|---|
| Só a faixa física | 0,00% – 5,66% | 0,00% – 0,44% | 0,00% – 5,30% |
| Gás pobre, uniforme, arcabouço medido | 0,35% – 4,11% | 0,10% – 0,44% | 0,22% – 3,84% |
Para uma mudança só de saturação, a mudança de Ip é, em módulo, a soma das duas partes: Ip é o atributo mais sensível, e nenhum atributo resgata uma célula INDETERMINADA em Ip. O que Is e Vp/Vs acrescentam é a separação da parte de densidade e da parte de módulo, que é como o efeito de pressão será isolado com os dados OBN 4C na Fase 1.
Os cenários publicados cabem no envelope. Em Tupi, a variação de impedância em torno de WAG1 ficou abaixo dos 2% e as variações distinguíveis foram de cerca de 1,5% (Cruz et al. 2021): dentro do envelope garantido da célula de coquina, [-5,67%; 2,57%]. A auditoria quantitativa de um estudo de viabilidade — os cenários de da Silva, Davolio, dos Santos e Schiozer (BrJG 2025; J. Appl. Geophys. 2026) plotados dentro do intervalo garantido, e o cenário admissível fora deles que muda o veredito — é a entrega E4, com os parâmetros do estudo.
| decisão da Petrobras | custo em jogo | o que muda com o Decidível | evidência no demonstrador |
|---|---|---|---|
| Adquirir ou não um 4D (go/no-go) | uma campanha OBN 4D no pré-sal: centenas de milhões de dólares (Mero, US$ 450 mi; Búzios, 3.500 nós, 8 meses) | veredito garantido antes da aquisição; nunca comprar um levantamento que não pode responder à pergunta | a frente fina INDETECTÁVEL em 50.186 células a 1,5% |
| Especificar o levantamento (repetibilidade alvo; OBN, PRM ou streamer) | a diferença de custo entre tecnologias de aquisição (ordem de grandeza; sem fonte pública por campanha) | “resolver ≤ X%” vira requisito de especificação, célula a célula | a coluna “o que decide”: 0,35% para a coquina mediana |
| Sequenciar medições baratas antes da cara | PVT e ultrassom em plugues: ordem de grandeza abaixo do levantamento (sem fonte pública) | a medição que decide cada INDETERMINADO, ordenada por custo; e quando nenhuma decide, dizê-lo | a Nota Técnica, seção 6 |
| Interpretar a frente WAG-CO₂ no 4D | risco de ler endurecimento como ausência de gás | a densidade de gás acima da qual o sinal deixa de ser garantido | o mapa do sinal: 0,70 g/cm³ na coquina |
| Auditar um estudo de viabilidade existente | o custo do estudo e da decisão que ele informa | o cenário admissível que o ensemble não amostrou, com valor garantido | Monte Carlo cara a cara; E4 |
| Comprovar o armazenamento dedicado de CO₂ ao regulador | obrigações de monitoramento e encerramento do operador de estocagem (Lei 14.993/2024, art. 29; Decreto 13.095/2026) — não alcança a reinjeção para recuperação avançada (art. 26, § 4º) | certificado reexecutável do que os dados provam e do que não provam | módulo E6, condicionado ao portfólio de CCUS |
Frequência e dono da decisão. Campanhas 4D OBN no pré-sal nomeadas publicamente em três anos: o piloto de Tupi (2020), Búzios (2024–25), o monitor OBN 4D da PXGEO (2024), dois contratos OBN 4C para 2026 e o sistema permanente de Mero (2026–27). Cada uma nasce de um estudo de viabilidade. Dono na Fase 1: a gerência de geofísica de reservatórios e o gerenciamento de reservatórios do ativo; na Fase 2, a área de CCUS. A Petrobras reinjetou 19,6 Mt de CO₂ em 2025 (20-F) — é WAG-CO₂ para recuperação avançada, fora do alcance da lei de estocagem, e dentro do gerenciamento de reservatórios.
Onde entra no fluxo atual (nada é substituído). (1) Estudo de viabilidade 4D existente → o anexo: o envelope garantido e os contraexemplos. (2) Plano de aquisição → o requisito de resolução por célula e a lista de medições que decidem. (3) Interpretação 4D pós-aquisição → o intervalo do sinal, inclusive o seu sinal, por célula. (4) Plano de monitoramento de CO₂ dedicado → certificado por levantamento. (5) Cada levantamento adquirido volta como evidência e aperta o envelope do próximo campo.
Os limiares de NRMS são regras que dependem da banda; a incerteza bayesiana e variacional depende do prior e é reconhecidamente enviesada; a viabilidade por cenários responde pelos cenários escolhidos. Não encontramos, nas referências consultadas, um veredito garantido sobre o envelope inteiro, a recusa com contraexemplos e a medição que decide; a busca não foi sistemática, e a revisão de literatura é parte de E4.
Objetivo geral. Decidir, para um campo do pré-sal representado por dados sintéticos que a Petrobras fornece no formato dos seus dados reais, onde um levantamento 4D vê a injeção de gás ou CO₂ para todo cenário admissível, onde nenhum vê, e o que medir onde a evidência não decide. Objetivos específicos. (1) envelope declarado do campo a partir dos dados sintéticos (perfis, plugues, PVT) e dos públicos; (2) mapa de detectabilidade garantida por célula do modelo do campo a 1,5% e 3%; (3) plano de redução de incerteza por INDETERMINADO, ordenado por custo; (4) comparação com o estudo de viabilidade interno; (5) valoração econômica da ferramenta com interlocutores da Petrobras; (6) scripts entregues prontos, rodados pela Petrobras sobre os seus dados reais sem o autor; (7) opcional: certificado de monitoramento de CO₂ dedicado.
| entrega | meses | o que entrega | critério de aceitação | TRL |
|---|---|---|---|---|
| E1 · Envelope declarado | 0–2 | faixas de φ, Sg (do simulador, por célula e por tempo), arcabouço (plugues sob tensão, tipo de poro), fluidos (PVT), mistura, com fonte por parâmetro — a partir dos dados sintéticos fornecidos pela Petrobras no formato dos reais, complementados pelos públicos (Tupi, UNISIM-IV); nenhum dado real é pedido | assinado pelo geofísico-par; nenhum parâmetro sem fonte | 3 |
| E2 · Mapa decidido | 2–4 | veredito por célula do modelo do campo a 1,5% e 3%; Ip, Is e Vp/Vs | 100% das células com veredito ou “não decidido” explicado; três vereditos recalculados à mão por geofísico da Petrobras | 4 |
| E3 · Plano de redução de incerteza | 3–5 | para cada INDETERMINADO: a medição ou o estreitamento que decide, custo estimado, ordem | lista priorizada aceita pela equipe de reservatório do ativo | 4 |
| E3b · Valoração econômica | 3–6 | entrevistas e consultas com interlocutores da Petrobras (geofísica de reservatórios, aquisição sísmica, CCUS): que decisão muda, com que frequência, quanto custa errar, quanto vale a ferramenta para a Petrobras e para a startup — a viabilidade financeira do negócio, que não se estima de fora | relatório de valoração com premissas explícitas, validado pelos interlocutores | — |
| E4 · Auditoria do estudo interno | 5–8 | cenários do estudo de viabilidade interno dentro do envelope; modelos admissíveis não amostrados, com valor garantido | relatório revisado pela gerência de geofísica; pelo menos um contraexemplo confirmado ou a sua ausência provada | 5 |
| E5 · Integração | 6–10 | scripts e certificados por decisão entregues prontos, no formato dos dados da Petrobras, para ela rodar sobre os dados reais dentro do seu ambiente; extensão de pressão (módulo × tensão efetiva); espessura como faixa; casos de controle negativos por domínio | a Petrobras roda sobre os seus dados sem o autor; controles negativos recusados em cada build | 5–6 |
| E6 · Módulo CO₂ dedicado (opcional) | 8–12 | o que um levantamento prova sobre pluma e contenção, e o que não prova, em certificado reexecutável | revisão com a área de CCUS e regulatório; escopo legal já verificado: art. 26, § 4º exclui a recuperação avançada | 4 |
Marcos e portões. M0 (mês 0): kick-off; dados sintéticos no formato da Petrobras entregues; NDA. M3: primeiro mapa decidido; portão técnico — se mais de 90% das células forem INDETERMINADAS a 3%, ativar caixas correlacionadas, Sg do simulador e atributos adicionais antes de E3. M6: revisão de meio-termo com o portfólio, com o relatório de valoração (E3b); go/no-go para E4–E6. M12: entrega final; decisão de implantação (anexo padrão ao estudo de viabilidade ou licença por ativo). E1 a E3 formam a fase central; o portão do mês 6 libera E4 a E6, e E6 só entra se o portfólio de CCUS confirmar interesse.
| risco | efeito | mitigação | onde |
|---|---|---|---|
| Excesso de INDETERMINADO na resolução real | ferramenta lida como conservadora demais | caixas correlacionadas; Sg do simulador; Is e Vp/Vs; todo INDETERMINADO sai com a medição que decide ou com a declaração de que nenhuma decide e o requisito de resolução | seção 4; portão M3 |
| Modelo petroelástico fora da rocha real (tipo de poro, Gassmann em carbonato, frequência) | um DETECTÁVEL que a rocha desmente | envelope do arcabouço a partir de medições em plugues com tipo de poro (dados sintéticos no formato da Petrobras ou literatura); limites de Hashin–Shtrikman como sanidade; “o veredito fala do modelo declarado” na primeira página | E1; seção 3 |
| Efeito de pressão ausente | sinal superestimado nos injetores | caixa de módulo × tensão efetiva com plugues sob tensão | E1, E5 |
| Espessura e sintonia fora do modelo | detectabilidade de célula ≠ detectabilidade sísmica | dito na seção 3; espessura como caixa adicional em E5 | seção 3 |
| Acesso a dados | os dados sísmicos e de reservatório da Petrobras são confidenciais; um plano que dependa deles não anda | o projeto não pede dados reais: dados sintéticos fornecidos pela Petrobras no formato dos reais, complementados pelos públicos (Tupi, UNISIM-IV); os scripts são entregues prontos e a Petrobras os roda sobre os dados reais dentro do seu ambiente | M0, E1, E5 |
| Equipe de uma pessoa | risco de execução | colaboração acadêmica de geociência iniciada; geofísico-par; segunda implementação independente já existente | seção 9 |
| Viabilidade financeira não estimada | a pergunta “quanto vale para a Petrobras e para a startup” fica sem resposta | a valoração é uma entrega do projeto (E3b): entrevistas com interlocutores da Petrobras, relatório com premissas explícitas, revisto no M6 | E3b |
| Adoção interna | ferramenta paralela, não usada | formato de anexo ao estudo de viabilidade existente; nada substituído | E4, E5 |
| Escopo legal do módulo CO₂ | hook regulatório que não se aplica | verificado: a Lei 14.993/2024 exclui do regime de estocagem a injeção para recuperação avançada (art. 26, § 4º); E6 e o texto desta página tratam só do armazenamento dedicado | E6 |
Modelo de negócio (CRL 2 → o que falta dizer). Fase de PD&I: contrato de inovação de 12 meses no instrumento do módulo em que a submissão cair; como referência, o módulo Aquisição de Soluções do Conexões previu até R$ 1,6 milhão por proposta, contratos de até 12 meses prorrogáveis por 12 (2022). Depois: anexo de decisão por estudo de viabilidade (serviço) ou licença anual por ativo com certificados reexecutáveis e suporte; a Petrobras escolhe no M12. O núcleo de aritmética é MIT e fica aberto — auditável, condição do próprio método; o valor pago está na construção do envelope com dados do ativo, na integração ao fluxo, na suíte de controles por domínio e no suporte. Viabilidade financeira. Não a estimamos de fora: quanto a ferramenta vale para a Petrobras e quanto sustenta a startup são o objeto de E3b, entrevistas com interlocutores da Petrobras e um relatório de valoração com premissas explícitas, revisto no M6.
Escalabilidade e abrangência. O mesmo método decide outras perguntas de “medir antes de pagar”: profundidade sob o sal (a incerteza de velocidade dos evaporitos sobre alvos e contatos), posicionamento de poços, armazenamento dedicado de CO₂, monitoramento de integridade. Uma frase cada, sem prazo prometido. A decisão de números de IA e simulação em operação e projeto — escoamento, valores de projeto metoceânicos — é a solução Contraprova, no outro formulário: o mesmo método, o mesmo formato de certificado.
Propriedade intelectual e confidencialidade. Titularidade do que for desenvolvido no projeto conforme a regra do módulo; aceita. Envelopes, mapas e certificados do campo são da Petrobras; nenhum dado ou derivado sai do ambiente. O método permanece público; a Petrobras recebe direito de uso irrestrito do núcleo.
Implantação ao final do projeto — o critério de sucesso. Ao final do M12, um geofísico da Petrobras roda os scripts entregues sobre os dados reais de um novo campo, dentro da Petrobras e sem o autor, produz o mapa decidido, e o anexo de decisão passa a acompanhar o estudo de viabilidade 4D do ativo.
TRL 3 — prova de conceito: o método implementado, a suíte de verificação com segunda implementação independente em Python, o demonstrador público sobre o benchmark do pré-sal, o código e os registros arquivados com DOI (10.5281/zenodo.22800699). A mesma aritmética já decide, em produção pública, milhares de ajustes de extremos metoceânicos e resultados de IA de fronteira. CRL 2 — problema e comprador identificados; o piloto é o próximo passo.
Equipe. Carlos Toledo, fundador: design industrial, direção de arte e desenvolvimento; ex-EmbraerX (inovação corporativa em aeroespacial). Colaboração de geociência iniciada com um laboratório universitário; geofísico-par da Petrobras no piloto. Uma pessoa hoje; o piloto define as próximas.
Contato. carlos@carlostoledo.co · apresentação (PDF) · Nota Técnica de exemplo (PDF) · código
O demonstrador declara as suas faixas com fonte: plugues de Quadros et al. 2025, fluidos de Batzle–Wang 1992 e NIST, limiares de Cruz et al. 2021, o modelo UNISIM-IV-2026. Não são dados da Petrobras. Um PROVADO fala do modelo declarado e do envelope declarado, não da rocha: as hipóteses de Gassmann são do modelo.
É o pedido que um representante de portfólio consegue aprovar sozinho: o PVT e os plugues de um poço como dados sintéticos no formato da Petrobras (ou os dados já públicos de Tupi), e em quatro semanas o mapa decidido das células daquele poço, com a Nota Técnica de cada uma, em scripts que a Petrobras roda sobre o poço real dentro do seu ambiente. Depois, os doze meses da seção 7.
Cada número e cada afirmação da página aponta para uma destas fontes ou para o registro do próprio demonstrador (apps/decidivel/data/decidivel-ledger.json). Onde a fonte é uma notícia e não um documento técnico, o número é dado como ordem de grandeza.